"Lead curioso" não existe: por que sua clínica está perdendo pacientes que fechariam
Toda clínica tem aquela frase que a secretária repete: "Ah, mas só chega gente curiosa, querendo saber preço e sumir." Se você já ouviu isso (ou já disse), precisa saber de uma coisa. O "lead curioso" é uma desculpa que esconde um problema de atendimento. E enquanto você acreditar nessa desculpa, vai continuar pagando por anúncios e jogando pacientes fora.
De onde vem essa crença
Funciona assim. O paciente vê o anúncio da clínica, acha bonito, clica pra saber mais, chega no WhatsApp e pergunta o preço. A secretária responde, o paciente não continua a conversa, e ela conclui: "curioso, só queria saber valor." Repete isso algumas dezenas de vezes e nasce uma crença: "a maioria que chega é curiosa."
O problema é que essa crença vira uma profecia que se cumpre sozinha. A secretária, convencida de que o paciente é curioso, atende sem interesse, responde no automático, não se esforça pra entender. E aí o paciente realmente some. Não porque era curioso, mas porque foi tratado como se fosse.
A verdade sobre quem chega no seu WhatsApp
Pensa comigo. Ninguém para o que está fazendo, vê um anúncio de implante ou de tratamento, clica, abre o WhatsApp e digita uma mensagem por puro passatempo. Dá trabalho. Quem faz isso tem, no mínimo, um interesse real: um incômodo, uma dor, uma insatisfação com o próprio sorriso que já pesa faz tempo.
O "curioso" é, quase sempre, um interessado disfarçado. Ele pergunta o preço primeiro porque é a única pergunta que ele sabe fazer, e porque foi impactado pela sua clínica e por mais cinco ou dez ao mesmo tempo. A pergunta de preço é o começo da conversa, não o fim dela.
O que fazer em vez de descartar
Quando o paciente pergunta o valor, a saída não é responder seco nem descartar mentalmente aquele contato. É entender por que ele chegou até ali. Perguntas simples e intencionais mudam completamente o rumo:
"Antes de falar de valores, o que te fez procurar a nossa clínica?"
"O que mais te incomoda hoje no seu sorriso?"
Essas perguntas fazem duas coisas ao mesmo tempo. Tiram o foco do preço (que era a única coisa na mesa) e abrem espaço pra pessoa falar do motivo real de estar ali. E esse motivo quase nunca é preço. É um dente que incomoda faz anos, uma foto que ela evitou, uma mordida que dói. Quando isso aparece na conversa, você deixou de ser mais uma cotação e virou a clínica que entendeu o problema dela.
O ciclo da queda
Enquanto a clínica acredita em "lead curioso", ela entra num ciclo perverso: investe em marketing, gera leads, mas não transforma esses leads em oportunidade de venda. O dono acha que o problema é o anúncio ("o tráfego está trazendo gente ruim") e gasta mais em anúncio. Mas o anúncio está trazendo gente boa. O atendimento é que está deixando ela escapar. Você não tem um problema de marketing. Você tem um problema de conversa.
Onde o Spinny entra
O Spinny analisa cada uma dessas primeiras conversas e mostra o que realmente aconteceu: se a sua equipe descartou um interessado achando que era curioso, se respondeu no automático, se deixou de fazer as perguntas que abririam a venda. Em vez de aceitar "só chega curioso" como verdade, você vê, atendimento por atendimento, quantos pacientes que fechariam estão sendo perdidos na entrada. E o que fazer diferente. Porque o lead que você chama de curioso pode ser o tratamento de trinta mil que foi embora sem você perceber.
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